Gravidez na adolescência



A gravidez na adolescência é, quase sempre uma gravidez não planejada e, por isso, indesejada. Desde 1970, a incidência de casos tem aumentado significativamente, ao mesmo tempo em que tem diminuído a média de idade das adolescentes grávidas. Na maioria das vezes a gravidez na adolescência ocorre entre a primeira e a quinta relação sexual e elas procuram o serviço de saúde entre o terceiro e quarto mês de gravidez.

O parto normal é a primeira causa de internação de brasileiras entre 10 e 14 anos de idade nos hospitais que têm convênio com o SUS (Sistema Único de Saúde) em todos os Estados brasileiros. Do total de internações de meninas e jovens, de l0 a 14 anos, 16% foram relativas a partos normais ou cesarianas.

Quando a gravidez se dá antes dos dezesseis anos as complicações ocorrem com maior freqüência. A imaturidade física, funcional e emocional da jovem predispõe ao surgimento de complicações como o aborto espontâneo, parto prematuro, maior incidência de cesárea, ruptura dos tecidos da vagina durante o parto, dificuldades na amamentação e depressão. Por tudo isso, a maternidade deve ser encarada como um momento sério e que necessita de grande responsabilidade dos jovens.

E como explicar esse aumento de incidência de gravidez, numa época em que nossos adolescentes estão mais bem informados sobre o uso de camisinha na prevenção de DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) e métodos anticoncepcionais? Provavelmente o não uso de camisinha deve-se a fatores, como:
  • abuso de álcool e outras drogas psicoativas e sexo inseguro;
  • namoro firme: se for pedido o uso de camisinha o(a) parceiro(a) pode desconfiar de infidelidade;
  • paixão: imagem falsa de segurança negando os riscos inerentes ao não uso de preservativos;
  • apelo erótico dos meios de comunicação: propaga-se sexo como algo não planejado e comum e, na maioria das vezes, ninguém se infecta nem adoece;
  • pensamento machista de que AIDS ainda só é transmitida através de relações homossexuais ou drogas injetáveis.

A sua primeira relação sexual foi a de seu(ua) parceiro(a) também? Se não foi, não adianta eliminar o uso de camisinha por métodos anticoncepcionais hormonais (pílulas anticoncepcionais), pois nenhum dos dois estará seguro de não ser portador de alguma DST (a menos que realize exames e freqüente o médico especializado regularmente – urologista, para homens e ginecologista, para mulheres). E se um dos dois nasceu portador do vírus da AIDS e não teve coragem de comentar (ou nem sabe)? Vale a pena se expor?

Esse pensamento de que “só acontece com os outros” pode colocar qualquer um em uma grande encrenca, não acha?

Que tal incorporar a conscientização e praticar, usando camisinha?

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