A Pangênese de Hipócrates



Hipócrates, o Pai da Medicina, poderia também ser aceito como um dos Pais da Genética. 
 
Por volta do ano 410 a.C., ele propôs a Pangênese - produção de partículas por todas as partes do corpo e transmissão dessas partículas para a descendência no momento da concepção - como uma hipótese para explicar a hereditariedade. 
 
Hipócrates elaborou essa hipótese a partir do conhecimento da existência de uma população humana, os macrocéfalos, cuja característica era ter cabeça muito alongada. Nesta população, ter cabeça longa era sinal de nobreza; assim, os pais procuravam moldar os crânios ainda flácidos dos recém-nascidos de acordo com a forma desejada. 
Veja o que Hipócrates escreveu sobre esse fato: “A característica era adquirida inicialmente de modo artificial, mas, com o passar do tempo, ela se tornou uma característica hereditária e a prática não foi mais necessária. A semente vem de todas as partes do corpo, as saudáveis das partes saudáveis, as doentes das partes doentes. Se pais com pouco cabelo têm, em geral, filhos com pouco cabelo, se pais com olhos cinzentos têm filhos com olhos cinzentos, se pais estrábicos têm filhos estrábicos, porque pais com cabeças alongadas não teriam filhos com cabeças alongadas?” 
 
Hipócrates propôs também o conceito de hereditariedade de caracteres adquiridos. 
 
A hipótese de Hipócrates para a hereditariedade foi um grande começo, pois ele identificou um problema científico, propôs uma explicação e a escreveu de uma maneira compreensível há mais dois mil e quinhentos anos.

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