Microcefalia

O diâmetro normal da cabeça de um recém-nascido é 33cm.
Microcefalia também é conhecida como Nanocefalia, que é caracterizada pela deficiência do crescimento no cérebro, tanto quanto a dimensão da caixa craniana quanto no desenvolvimento do cérebro em si. O tamanho da cabeça é menor do que a média da faixa etária da criança ou de um feto que não apresenta a doença. Ela pode se desenvolver ainda nos primeiros anos de vida da criança e pode ser fruto da exposição a substâncias nocivas no decorrer da gravidez do feto em questão, havendo a possibilidade da ligação à síndromes genéticas hereditárias.

Existem outras maneiras de ter a microcefalia, uma delas é a congênita. Dentro das causas congênitas estão a diabetes materna não controlada, hipotiroidismo materno, insuficiência placentária, consumo de de álcool e drogas, anomalias genéticas, desnutrição, exposição a radiação de bombas atômicas, infecções durante a gravidez em especial a rubéola.


Acredita-se que as infecções como zica vírus durante a gravidez, especialmente no primeiro trimestre de gestação, dengue e febre chikungunya durante a gestação também estão ligadas a microcefalia. Ela também pode ser genética e acontece em crianças que possuem outras doenças como Síndrome de West, Síndrome de Down e Síndrome de Edwards, por exemplo. Por isso, a criança com microcefalia, que também possuí outra síndrome, pode ter outras características físicas, incapacidades e ainda algumas complicações a mais do que as crianças que possuem somente microcefalia.

Uma criança que tem a doença pode sofrer de vários sintomas como o atraso mental, déficit intelectual, paralisia, convulsões, epilepsia, autismo e até rigidez nos músculos. Apesar de não existir um tratamento específico para a doença, existem algumas medidas para tentar amenizar os sintomas. Algumas crianças geralmente precisam de fisioterapia para se desenvolver melhor, evitando complicações respiratórias e até mesmo úlceras que podem surgir.


A microcefalia pode ser classificada como: microcefalia primária quando os ossos do crânio se fecham durante a gestação, até mais ou menos os sete meses de gravidez da mulher, o que acaba ocasionando mais complicações na vida. A microcefalia secundária é quando os ossos se fecham na fase final da gravidez ou depois que o bebê nasce.

O diagnóstico da doença pode ser feita durante a gestação, fazendo exames no pré-natal, podendo ter a confirmação logo após o parto através da medição do tamanho da cabeça do bebê. A tomografia computadorizada ou ressonância magnética cerebral também ajudam a medir a gravidade da microcefalia e quais serão suas possíveis consequências para o desenvolvimento da criança.

Existem alguns tratamentos para a doença, mas cada caso é um caso. Para melhorar a capacidade da fala é preciso ter um acompanhamento de um fonoaudiólogo por pelo menos 3 vezes por semana. Além disso, os pais devem acompanhar os filhos e fazer atividades como cantar pequenas músicas e falar com a criança olhando diretamente nos olhos, para que ela responda ao estímulo.


Para melhorar o desenvolvimento motor, aumentar o equilíbrio, evitar atrofia dos músculos e os espasmos musculares é importante fazer o máximo de sessões de fisioterapia possível, pelo menos 3 vezes por semana, fazendo alguns exercícios simples como sessões de psicomotricidade, hidroterapia, bola de pilates e alongamentos.

Para aumentar a autonomia de uma criança é preciso realizar terapia ocupacional algumas vezes por semana, pois essas atividades como escovar os dentes ou tentar comer usando talheres, ajudam a criança a ficar cada vez mais independente, podendo fazer suas atividades sozinhas.


Além destes tratamentos acima, uma criança que sofre de microcefalia precisar tomar vários remédios que são indicados pelos especialistas, para evitar convulsões ou tratar a hiperatividade. Nos casos mais graves, é possível fazer uma cirurgia na cabeça para permitir o crescimento do cérebro, reduzindo as sequelas da doença. Mas é preciso ter alguns cuidados, pois para a cirurgia dar certo é preciso ser feita até dois meses de vida do bebê e não é indicada para todos os casos, somente quando podem existir muitos benefícios e poucos riscos.

A expectativa de vida das crianças que sofrem com a doença é semelhante à das crianças que não sofrem do problema, porém irá depender de vários fatores que incluem a gravidade da doença, se existem outros problemas associados e da forma como a criança foi tratada.

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